NeuroComunicação – A importância das perguntas

PERGUNTAS, A CHAVE DA MOTIVAÇÃO – NEUROCOMUNICAÇÃO®

Há alguns meses, vem sendo veiculada, em alguns canais de TV, uma propaganda do Canal Futura que, em sua essência, diz “são as perguntas que movem o mundo, não as respostas”.

Não há dúvida de que a primeira vez que o homem da pedra conseguiu acender um fogo foi decorrente do fato de, em algum momento, ele ter se perguntado “como faço para acender um fogo?” e daí em diante, passando pela escova de dentes elétrica até chegar ao telefone celular e outras maravilhas do mundo moderno.

Mas a observação sobre o poder das perguntas é mais profunda e real do que, talvez, pareça à primeira vista.

Uma das conclusões derivadas do maior conhecimento sobre o funcionamento do cérebro que as recentes descobertas neurocientíficas têm nos proporcionado é que, no momento em que encontra uma solução para um problema (insight), o cérebro se auto-remunera sentindo prazer. A sensação é normalmente de satisfação consigo mesmo e alívio, e, não raramente, acompanhada de um suspiro e relaxamento físico. O cérebro adora encontrar respostas para perguntas. Ou melhor, o cérebro adora a sensação que sente quando consegue encontrar respostas para perguntas. Esta é a razão pela qual gostamos de resolver palavras cruzadas, montar quebra-cabeças, jogar xadrez ou sudoku, etc.

A explicação antropológica para isso é que encontrar soluções para problemas foi e é muito favorável para a sobrevivência e o sucesso da raça humana e, portanto, a biologia do cérebro humano foi sendo moldada pelo processo de seleção natural que favorecia aqueles que possuíam maior motivação intrínseca para a solução de problemas.

Para que ocorra a auto-remuneração, é necessário que ocorra o processo de análise e resolução, em outras palavras, que o cérebro passe pela fases de confusão (pergunta) e entendimento (resposta). Adicionalmente, mas não casualmente, a associação entre este prazer e a resposta que o gerou provoca um inevitável senso de apego, de identificação com ela, o cérebro se sente proprietário da resposta. Ideias são como filhos, os nossos são sempre mais bonitos!

Este senso de identificação e propriedade é determinante do grau de motivação para a ação voltada à implementação da ideia (resposta). Quanto maior nosso senso de propriedade de uma ideia, maiores nossa disposição e nosso comprometimento para empreendermos ações no sentido de colocá-la em prática. O senso de propriedade assegura a motivação a agir.

Se a capacidade de motivar pessoas for – como de fato é – um dos principais componentes da liderança, de que forma este conhecimento pode ajudar na prática da liderança?

Em função do que vimos acima, é legitimo imaginar ser possível assegurarmos mais motivação e comprometimento das pessoas com suas tarefas se conseguirmos que  elas se identifiquem mais com as ideias por trás das tarefas e tenham um maior senso de propriedade dessas ideias. Em outras palavras, que as idéias sejam das pessoas, ou que estas as percebam como tais.

Lembrando que a sensação prazerosa no cérebro é gerada pelo ato de encontrar respostas para perguntas – ter suas próprias ideias, encontrar suas próprias soluções – é fácil deduzir que oferecer respostas/soluções prontas não é o ideal. Muito mais produtivo é fazer perguntas que façam as pessoas gerarem suas próprias respostas.

E voltamos à propaganda do Canal Futura: são as perguntas que movem o mundo!.

O exercício da liderança se vê altamente reforçado e potencializado pela prática de fazer perguntas em vez de dar respostas.

É natural e comum que, em nossos papeis de chefes, pais, cônjuges, amigos e outros, sejamos propensos a oferecer soluções quando alguém nos traz um problema. Somos generosos! Alguns líderes até acreditam que esta seja sua função, sua razão de estar onde estão, sua obrigação. Adicionalmente ao senso de responsabilidade que nos move ao fazer isso, nossos cérebros também gostam do prazer que sentem quando encontram soluções, daí mais um incentivo para oferecermos soluções..

Porém é importante entendermos que sempre que oferecemos uma solução a alguém, lhe negamos a liberdade de pensar e o prazer de encontrá-la por si próprio, e a possibilidade de sentir-se proprietário dela.

Um dos preceitos fundamentais da NeuroComunicação®, uma das competências que compõem a NeuroLiderança® (a área de interseção entre neurociência e liderança) é deixar os outros pensarem, ajudando-os a fazê-lo de forma produtiva e apoiando-os no processo. E isto só se consegue fazendo perguntas.

Porém não é somente uma questão de fazer perguntas. Assim como dançar não é só mexer os pés. Existem ritmo, compasso e seqüência no processo mental ideal que leva do entendimento de um problema a formulação de sua solução. A NeuroComunicação® é uma técnica muito específica de interação positiva com pessoas, a qual reconhecendo e respeitando a dinâmica e características do processo mental individual, permite alinhar-se a este e, como numa dança, apoiá-lo com graça e elegância na geração de ideias solucionadoras (insights) e ações para implementá-las. Adicionalmente ficam maximizados o senso de propriedade das ideais geradas, a motivação e o comprometimento com sua implementação, sem grandes esforços, sem stress e com um alto nível de satisfação dos envolvidos.

Para saber mais sobre NeuroComunicação®, NeuroLiderança® e NeuroCoaching®, e sobre nossos cursos nessas áreas, mande um e-mail para carlosdiz@resultscoaches.com.

Neurocomunicação®, neurocoaching® e neuroliderança® são marcas registradas da RCS Brasil

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